Como se formam os mares e a superfície terrestre?

Como se formam os mares e a superfície terrestre?

A água do mar, como força externa, assume um papel importante na formação da costa.

Geografia

Palavras-chave

água do mar, litoral, maré enchente, maré, maré vazante, onda, penhasco, rocha, laguna, golfo, cordão litoral, abrasão, mar, oceano, traços de relevo, relevo, sedimento, geografia física, geografia

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Questôes

  • Onde são formados os áditos?
  • Que tipo de costa se caracteriza por ter áditos?
  • Qe tipo de costa se caracteriza por ter pilhas?
  • Que tipo de costa se caracteriza por ter arcos?
  • Que tipo de costa se caracteriza por ter plataformas costeiras?
  • Que tipo de costa se caracteriza por ter cavernas?
  • Que tipo de costa se caracteriza por ter flechas litorais?
  • Que tipo de costa se caracteriza por ter praias de cume?
  • Que tipo de costa se caracteriza por ter tômbolos?
  • Que tipo de costa se caracteriza por ter lagoas?
  • A que profundidade uma onda alcança a sua altura máxima?
  • O que é uma flecha?
  • É verdade que as partículas de água se movem numa órbita circular?
  • É verdade que as ondas são geradas por causa do movimento de rotação da Terra?
  • É verdade que as pilhas são criadas com o colapso de arcos?
  • É verdade que as plataformas costeiras só se formam a partir de sedimentos que a água do mar carrega até à costa?
  • Em que tipo de costa se concentra o efeito erosivo da água do mar?
  • Em que tipo de costa se concentra o efeito construtivo da água do mar?
  • Qual destas formas de relevo NÃO caracteriza as costas de sedimentação?
  • Qual destas formas de relevo NÃO é formada pela acção da água do mar?

Cenas

Linha da costa

Como força externa, a água do mar tem um papel importante na formação do relevo litoral. Esta é uma ação construtiva mas, ao mesmo tempo, destrutiva.

Essa atividade da água do mar deve-se principalmente ao efeito do vento na sua superfície. A fricção entre o vento e a superfície da água provoca a formação de ondas capilares. Quanto maiores forem o volume e a superfície da água, mais facilmente aumentará a onda de tamanho.

As partículas de água na onda não andam adiante. Em vez disto, realizam um movimento giratório numa órbita circular. Isto deve-se a fato dessas partículas circularem com uma diferença de fase. O raio das órbitas diminui com a profundidade e a onda alcança a extensão máxima de movimento a uma profundidade mais ou menos igual a metade do comprimento de onda.

As formações de relevo produzidas pelo efeito da água do mar são diferentes nas costas altas e baixas. As costas altas, de parede abrupta, são continuamente afetadas pela erosão produzida pelas ondas. Estas formam, inicialmente, áditos entre os níveis da maré alta e baixa. Devido ao contínuo impacto das ondas contra a costa, estas depressões vão-se expandindo até que a parede do recife acima delas perca o suporte e colapse. Como este processo se repete, a linha de costa se retira cada vez mais e forma-se uma plataforma costeira a partir dos materiais derrubados.

Nas costas altas, a água tem um efeito erosivo nas rochas mais fracas, formando baías. As rochas mais duras formam arcos. Com o passar do tempo, o processo de erosão aprofunda os recifes, formando assim arcos que mais tarde ou mais cedo colapsam, dando lugar a pilhas que continuam a ser afetadas pelo efeito destrutivo das ondas.

No entanto, nas costas baixas é possível observar o efeito construtivo das ondas. Devido à fricção na linha da costa, a energia das ondas diminui tanto que a água do mar deposita aqui parte dos seus sedimentos. Geralmente, os sedimentos acumulam-se paralelamente à linha de costa e passam a chamar-se flechas, quando se situam permanentemente acima do nível do mar.

As ondas oblíquas podem transportar a flecha até à costa, aumentando assim o seu comprimento segundo a direção do vento. Neste caso, a flecha não seguirá a linha da costa, podendo até formar baías de mar aberto. A isto chama-se cordão litoral e o corpo de água separado é uma lagoa.

Quando a flecha, cujo crescimento se baseia na direção do vento, chega a uma baía mais profunda, deixa de ser capaz de se desenvolver em uma determinada direção. Como resultado, as ondas de mar aberto fazem com que o seu extremo se curve até à linha de costa. Além disso, há casos em que uma flecha, durante a sua migração longitudinal, liga uma ilha próxima à costa com a terra firme, fenômeno que tem o nome de tômbolo.

O efeito destrutivo da água do mar, na maioria dos casos, se dá em costas com mar aberto onde as ondas têm mais força, enquanto o efeito construtivo caracteriza as costas de mares pouco profundos com ondas de menos força.

Costa de erosão

Costa de sedimentação

Ondas

Animação

Narração

Como força externa, a água do mar tem um papel importante na formação do relevo litoral. Esta é uma ação construtiva mas, ao mesmo tempo, destrutiva.

Essa atividade da água do mar deve-se principalmente ao efeito do vento na sua superfície. A fricção entre o vento e a superfície da água provoca a formação de ondas capilares. Quanto maiores forem o volume e a superfície da água, mais facilmente aumentará a onda de tamanho.

As partículas de água na onda não andam adiante. Em vez disto, realizam um movimento giratório numa órbita circular. Isto deve-se a fato dessas partículas circularem com uma diferença de fase. O raio das órbitas diminui com a profundidade e a onda alcança a extensão máxima de movimento a uma profundidade mais ou menos igual a metade do comprimento de onda.

As formações de relevo produzidas pelo efeito da água do mar são diferentes nas costas altas e baixas. As costas altas, de parede abrupta, são continuamente afetadas pela erosão produzida pelas ondas. Estas formam, inicialmente, áditos entre os níveis da maré alta e baixa. Devido ao contínuo impacto das ondas contra a costa, estas depressões vão-se expandindo até que a parede do recife acima delas perca o suporte e colapse. Como este processo se repete, a linha de costa se retira cada vez mais e forma-se uma plataforma costeira a partir dos materiais derrubados.

Nas costas altas, a água tem um efeito erosivo nas rochas mais fracas, formando baías. As rochas mais duras formam arcos. Com o passar do tempo, o processo de erosão aprofunda os recifes, formando assim arcos que mais tarde ou mais cedo colapsam, dando lugar a pilhas que continuam a ser afetadas pelo efeito destrutivo das ondas.

No entanto, nas costas baixas é possível observar o efeito construtivo das ondas. Devido à fricção na linha da costa, a energia das ondas diminui tanto que a água do mar deposita aqui parte dos seus sedimentos. Geralmente, os sedimentos acumulam-se paralelamente à linha de costa e passam a chamar-se flechas, quando se situam permanentemente acima do nível do mar.

As ondas oblíquas podem transportar a flecha até à costa, aumentando assim o seu comprimento segundo a direção do vento. Neste caso, a flecha não seguirá a linha da costa, podendo até formar baías de mar aberto. A isto chama-se cordão litoral e o corpo de água separado é uma lagoa.

Quando a flecha, cujo crescimento se baseia na direção do vento, chega a uma baía mais profunda, deixa de ser capaz de se desenvolver em uma determinada direção. Como resultado, as ondas de mar aberto fazem com que o seu extremo se curve até à linha de costa. Além disso, há casos em que uma flecha, durante a sua migração longitudinal, liga uma ilha próxima à costa com a terra firme, fenômeno que tem o nome de tômbolo.

O efeito destrutivo da água do mar, na maioria dos casos, se dá em costas com mar aberto onde as ondas têm mais força, enquanto o efeito construtivo caracteriza as costas de mares pouco profundos com ondas de menos força.

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