Rã-comum

Rã-comum

Esta animação apresenta a anatomia dos anfíbios através do exemplo de uma espécie comum de rãs.

Biologia

Palavras-chave

sapo, rã-comum, girino, ontogenia, metamorfose, fecundação externa, guelra, respiração cutânea, língua pegajosa, diurno, hibernação, patas saltatórias, pulmões subdesenvolvidos, animal, vertebrado, anfíbio, predador, biologia

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Cenas

Rã-comum

Rã-comum (Rana esculenta)

A rã-comum encontra-se acima de tudo espalhada pela Europa Central e do Norte. Vive em grandes grupos.

Tem um comprimento de entre 6 e 9 cm, sendo que os machos são mais pequenos do que as fêmeas. Movem-se rapidamente na água e também em terra firme. São capazes de dar saltos de até 1 metro de comprimento. São excelentes predadores, comendo insetos, aranhas, pequenos peixes e ainda outras rãs. São animais ativos durante o dia.

As fêmeas põem entre 2.000 e 3.000 ovos em meados de maio, os quais demoram entre 10 e 14 dias a incubar. As larvas são denominadas girinos e respiram por meio de brânquias. A sua metamorfose é completada em finais de setembro ou inícios de outubro. As rãs-comuns adultas respiram por meio de pulmões e respiração cutânea.

Em outubro, as rãs escavam buracos no solo para hibernar durante o inverno.

Esqueleto

  • crânio
  • patas dianteiras
  • omoplata
  • coluna
  • pélvis
  • patas traseiras - A rã-comum tem patas traseiras musculosas e membrana interdigital.
  • esterno - Está ligado à escápula. No esqueleto humano encontra-se lligado às costelas e não à escápula.
  • costelas curtas - Os anfíbios não têm uma caixa torácica completa, mas sim apenas costelas que não estão ligadas ao esterno, o que torna seus corpos muito flexíveis. No entanto, os órgãos nos seus peitos não estão tão bem protegidos como os dos répteis, das aves e dos mamíferos.

Órgãos internos

  • língua - Os sapos podem lançar as suas línguas pegajosas a alta velocidade, o que constitui uma maneira muito eficaz de apanhar as presas.
  • esófago
  • fígado - Produz bílis, a qual emulsiona gotas de gordura, aumentando a sua superfície e ajudando assim o processo digestivo. Também desempenha um papel importante no armazenamento de nutrientes e na desintoxicação.
  • coração - O sistema circulatório dos anfíbios é fechado, sendo o coração composto por dois átrios e um ventrículo.
  • estômago
  • intestino delgado
  • cérebro
  • pulmões - Órgãos subdesenvolvidos, que satisfazem apenas parcialmente a necessidade de oxigénio do animal. A pele da rã serve como um órgão suplementar de troca gasosa.
  • coluna vertebral
  • rim - Remove os resíduos metabólicos do corpo do animal.
  • testículos - As rãs são gonocoristas, reproduzindo-se por fecundação externa.
  • cólon
  • cloaca - Abertura comum que cumpre as funções intestinais, reprodutivas e urinárias de certas espécies animais. Todos os vertebrados, exceto os mamíferos, possuem este orifício, de onde excretam urina e fezes, sémen (machos) e ovos (fêmeas).
  • bexiga urinária - Recolhe a urina. A urina que se encontra na bexiga não chega diretamente dos rins, passando sim através dos intestinos.

Ciclo de vida

  • ovo
  • embrião
  • girino
  • girino com patas traseiras
  • surgimento das patas dianteiras
  • rã adulta
  • metamorfose
  • desaparecimento da cauda (metamorfose simples)

Salto

  • propulsão - As pernas traseiras das rãs estão adaptadas para saltar. Com a ajuda dos músculos bem desenvolvidos, as rãs podem saltar a distâncias várias vezes o comprimento do seu próprio corpo.
  • voo - As rãs comuns podem saltar para distâncias até dez vezes o comprimento do seu próprio corpo. Se os seres humanos fossem capazes de o fazer, estaríamos a falar de um salto de quase vinte metros, o que é aproximadamente o tamanho de um autocarro articulado.
  • aterragem - Ao pousar, a rã desacelera o seu corpo usando as suas patas dianteiras.

Animação

  • crânio
  • patas dianteiras
  • omoplata
  • coluna
  • pélvis
  • patas traseiras - A rã-comum tem patas traseiras musculosas e membrana interdigital.
  • esterno - Está ligado à escápula. No esqueleto humano encontra-se lligado às costelas e não à escápula.
  • costelas curtas - Os anfíbios não têm uma caixa torácica completa, mas sim apenas costelas que não estão ligadas ao esterno, o que torna seus corpos muito flexíveis. No entanto, os órgãos nos seus peitos não estão tão bem protegidos como os dos répteis, das aves e dos mamíferos.
  • ovo
  • embrião
  • girino
  • girino com patas traseiras
  • surgimento das patas dianteiras
  • rã adulta
  • desaparecimento da cauda (metamorfose simples)

Narração

A água desempenha um papel essencial na vida e desenvolvimento da rã-comum, mas as espécies completamente desenvolvidas podem muitas vezes ser encontradas deitadas à sombra nas margens húmidas de lagos e rios. O animal utiliza a sua pele nua e húmida para respirar porque os seus pulmões não se encontram desenvolvidos. É muito difícil detetar o animal no seu ambiente natural, porque a sua pele verde com manchas pretas ajuda-o a camuflar-se por completo.

A sua cabeça achatada encontra-se ligada ao corpo sem pescoço. As patas traseiras estão adaptadas para saltar. As rãs são excelentes nadadoras e saltadoras devido à sua membrana interdigital. Durante o verão, conseguem mover-se rapidamente, enquanto no inverno o movimento destes animais ectotérmicos torna-se mais lento.

Nos finais do outono, a temperatura dos seus corpos diminui devido às temperaturas alternantes da água. As suas funções vitais tornam-se mais lentas e os animais hibernam na lama. A rã-comum adulta é um predador voraz. Caça acima de tudo insetos voadores com a sua língua extensível e pegajosa.

No início da primavera, as fêmeas põem os ovos em águas pouco profundas. As larvas que incubam dos ovos, ou seja, os girinos, passam por uma metamorfose. Durante as primeiras fases de desenvolvimento, utilizam as suas caudas achatadas com barbatanas para nadar e as brânquias para respirar. Durante o seu desenvolvimento posterior, formam-se as patas e os pulmões, o que lhes permite viver em terra firme.

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