Pedra de Roseta

Pedra de Roseta

A pedra de Roseta ajudou a resolver o mistério dos hieroglíficos.

Artes visuais

Palavras-chave

Roseta, hieróglifo, demótico, estela, Champollion, Bouchard, Thomas Young, Ptolomeu V, arqueologia, Museu Britânico, arqueólogo, artefato, tábuas de pedra, antigo grego, Antiguidade, antigo, escrita, faraó, dinastia, história, igreja, transmissor, mistério

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Cenas

Pedra de Roseta

  • Hieróglifos egípcios
  • Escrita demótica
  • Escrita grega antiga
  • estela - Uma pedra esculpida, erguida como um monumento e ornamentada com relevos ou textos inscritos. A Pedra de Roseta foi feita de granodiorito, uma rocha utilizada nas construções no Egito Antigo.

A Pedra de Roseta

A Pedra de Roseta é o fragmento de uma estela de granodiorito do Egito Antigo. Tem um comprimento de 112,3 cm, uma largura de 75,7 cm e uma espessura de 28,4 cm.

Tem o mesmo texto escrito em três inscrições diferentes. As 14 linhas superiores estão escritas em hieróglifos egípcios, as 32 linhas centrais em demótico egípcio e as 54 linhas inferiores em grego antigo.

A estela foi encontrada no dia 15 de julho de 1799 por Pierre-François Bouchard, perto da cidade de Rashid (então conhecida como Roseta). Ele foi um militar francês responsável pela reconstrução do Forte Julien durante a campanha napoleónica ao Egito. Quando apercebeu a importância da pedra, esta foi enviada para a Alexandria. A pedra passou para mãos britãnicas em breve quando eles derrotaram as tropas francesas no Egito. Desde 1802, pode ser vista no Museu Britânico, em Londres.

A Pedra de Roseta é uma descoberta extremamente importante porque com a ajuda dela consegiu-se decifrar os hieróglifos resultando numa revolução na egiptologia.

Decifração dos hieróglifos

A decifração dos hieróglifos

No período romano tardio do Egito, a escrita hieroglífica foi utilizada apenas em casos excepcionais. No Egito, havia pouca gente que sabia como ler os hieróglifos. No entanto, como a escrita hieroglífica caiu em esquecimento, a decifração desta sistema de escrita tornou-se um desafio intrigante. Durante séculos, cientistas notáveis investigavam esta ecritura especial mas a maioria das suas tentativas foi em vão. Os linguistas motivados eram muitas vezes enganados pelas hipóteses incorretas.

No entanto, a descoberta da Pedra de Roseta foi uma oportunidade excelente para resolver o mistério dos hieróglifos. Os primeiros resultados foram alcançados por um polímata inglês, Thomas Young, comparando a escrita hieroglífica com o demótico. Foi a primeira pessoa a identificar o nome do faraó Ptolomeu V nestes textos.

Baseado na investigação de Young, um cientista francês, Jean-François Champollion, consegiu decifrar o texto demótico inteiro. Comparando os dois textos, realizou que os hieróglifos não eram ideogramas simples, ou seja, imagens representando ideias mas também podiam substituir sílabas e sons separados. Comparou os nomes dos soberanos (os grupos de hieróglifos cercados por cartuchos, ou seja, quadros ovais) e identificou quais sons estavam representados pelos símbolos diferentes.
Champollion identificou o papel dos determinativos (os que não eram lidos) com a ajuda dos quais se podia distinguir palavras formadas dos mesmos caracteres mas com significado diferente.
Em 1822, apresentou os seus resultados revolucionários à Academia Francesa proporcionando a chave para o sistema gramatical.

Reconstrução

  • Hieróglifos egípcios
  • Escrita demótica
  • Escrita grega antiga
  • estela - Uma pedra esculpida, erguida como um monumento e ornamentada com relevos ou textos inscritos. A Pedra de Roseta foi feita de granodiorito, uma rocha utilizada nas construções no Egito Antigo.
  • uma possível reconstrução da estela original

Reconstrução

A estela foi formada em 196 a.C. contendo um decreto que foi emitido em Memphis por um congresso de sacerdotes em nome de Ptolomeu V Epifânio quem reinou de 204 a 181 (ou 180) a.C.

No decreto, o faraó ordenou a abolição das taxas e a construção de estátuas nos templos estabelecendo o seu culto real. O decreto foi inscrito na "língua dos deuses" (hieróglifos), na "língua dos documentos" (demótico) e na "língua dos gregos". No entanto, esta pedra preta não foi única no seu género.

Durante o reino da dinastia ptolemaica, os decretos dos faraós eram escritos com três inscrições: hieróglifos utilizados por sacerdotes; demótico utilizado no quotidiano; grego utilizado na administração. Este último podia ter sido difundido por causa das origens da dinastia dominante.

Provavelmente, havia várias cópias desta estela. A única cópia sobrevivente foi, provavelmente, erguida num templo e durante a Idade Média, podia ter chegado ao delta do Nilo num barco como uma pedra de construção. Provavelmente, foi destruída durante esta viagem e é por isso que nenhum dos três textos estão completos. Cerca de 14 ou 15 linhas faltam da escrita hieroglífica no topo da estela.

Animação

  • Hieróglifos egípcios
  • Escrita demótica
  • Escrita grega antiga
  • estela - Uma pedra esculpida, erguida como um monumento e ornamentada com relevos ou textos inscritos. A Pedra de Roseta foi feita de granodiorito, uma rocha utilizada nas construções no Egito Antigo.

Narração

A Pedra de Roseta é o fragmento de uma estela de granodiorito do Egito Antigo. Foi encontrada no dia 15 de julho de 1799 no delta do Nilo, perto da cidade de Rashid. A pedra passou para mãos britânicas em breve e pode ser vista no Museu Britânico, em Londres, desde 1802.

A estela tem o mesmo texto escrito em três inscrições diferentes. As 14 linhas superiores estão escritas em hieróglifos egípcios, as 32 linhas centrais em demótico egípcio e as 54 linhas inferiores em grego antigo.

A Pedra de Roseta é uma descoberta extremamente importante porque com a ajuda dela consegiu-se decifrar os hieróglifos resultando numa revolução na egiptologia.

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