Fortaleza de Nizwa (Omã, século XVII)

Fortaleza de Nizwa (Omã, século XVII)

A torre redonda da maior fortaleza da Península Arábica tinha um engenhoso sistema de defesa.

História

Palavras-chave

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Defesa

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Exercício

Narração

O Sultanato de Omã está situado na Península Arábica. Devido à sua localização geográfica, foi muitas vezes testemunha de ataques, pelo que ao longo dos séculos foram sendo construídas inúmeras fortalezas no seu território. Anteriormente um centro comercial, religioso e cultural, a cidade de Nizwa é a mais antiga do país. A fortaleza de Nizwa é a maior do seu tipo na Península Arábica e também o monumento mais visitado do Sultanato.

A fortaleza foi construída na segunda metade do século XVII, embora as suas fundações datem na realidade do século XII. A fortaleza está protegida por uma muralha rodeada por torres e bastiões, a qual faz também parte da muralha da cidade.

O elemento principal da fortaleza é uma enorme torre redonda, com 30 metros de altura e 36 de diâmetro. A sua enorme muralha interior foi reforçada com areia e cascalho, de modo a fortalecer-se contra tiros de canhão. A muralha exterior está revestida com uma camada especial de cal. Na fortaleza, os poços fundos, os locais de armazenamento, a celas de prisão e os lugares de oração faziam com que os seus defensores pudessem sobreviver a cercos longos.

O sistema de defesa da torre reflete a competência dos engenheiros e arquitetos militares de Omã. Para garantir a vigilância de toda a área, as ameias eram dotadas de frestas para arqueiros e pontos de observação. As muralhas tinham aberturas para atiradores-furtivos, para que as balas pudessem atingir o alvo com fatal precisão.

No topo da torre havia um terraço abrigado, mesmo por cima da entrada, de onde podiam ser lançadas pedras aos invasores. A única forma de estes conseguirem alcançar o topo da torre era subindo, um a um, uma escadaria escura, íngreme, estreita e sinuosa. Nem sequer o aríete servia de muito para derrubar as portas reforçadas.

Além disso, os defensores tinham todo um conjunto de surpresas à espera dos atacantes, de ambos os lados das entradas. Através dos canais no piso superior, era lançado óleo a ferver, enquanto um alçapão quase invisível esperava quem quer que lograsse atravessar o portão.

Apesar de a majestosa fortaleza ter sido reconstruída várias vezes, permanece ainda testemunha do esplendoroso passado de Omã, atraindo todos os anos um grande número de turistas.

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